Frango à italiana

2009 Junho 15
por Leonardo F.

Ingredientes:

  • 02 colheres de sopa de orégano desidratado
  • 500 gramas de pedaços de Frango ao gosto do cliente (coxa ou peito) temperados com limão e tempero básico ou tempero pronto.
  • 02 Tomates grandes cortados em rodelas.
  • 1 cebola grande cortada em rodelas
  • 10 azeitonas sem caroço (Verdes ou petras, tanto faz)
  • 1 copo de vinho branco seco
  • Azeite
  • Sal

Preparo:

Espalhar os pedaços de frango num refratário. Por cima espalhar os pedaços de tomate e depois a cebola e as azeitonas. Salpicar um pouquinho de sal, glutamato monossódico, regar bastante azeite e por último colocar o orégano e o vinho. Cobrir com papel alumínio e assar em forno médio por 1 hora e meia. Acompanha bem com arroz branco e uma farofa incrementada.

Observação: Como eu não tinha a mão nem o vinho, nem as azeitonas mas tinha Manjeiricão fresco, fiz a substituição e assim a inovação pr minha conta e risco.

Harmoniza bem com brancos como Sauvignon Blanc, Chardonnay ou Pinot Noir.

Marley e Eu

2009 Junho 8
por Leonardo F.

Muitos casais jovens fazem isso: adquirem um cachorro para testar nele seus valores familiares. John (Owen Wilson) e Jenny (Jennifer Aniston) Grogan são um casal de repórteres com cerca de vinte e poucos anos, recém casados, cujo cão de caça labrador é adquirido porque o marido ainda não se considera pronto para ser pai. Ele, então, surpreende a mulher com um cachorrinho como presente de aniversário, esperando que isso lhe dê algum tempo para preparar-se melhor. E a aventura começa.


Começamos a ter uma idéia do que está por vir, a partir de uma cena no início do filme que também é mostrada na chamada: um menino brinca com seu cachorrinho em um campo enquanto uma voz oculta diz: “Nada como a experiência de criar o seu primeiro filhote.” Mas esta não é uma referência a Marley ou a “Eu”, como diz o título. Logo aquele sonho ideal é esquecido quando Marley mastiga a metade do cinto de segurança do carro durante o caminho de volta da fazenda de onde eles trazem o filhote. Então, Marley pula sobre o menino e seu cachorro, enquanto John corre atrás dele tentando, desesperadamente, evitar que Marley coma a ambos e destrua o gramado daquela linda cena bucólica. “Este é Marley, o pior cachorro do mundo”. Então, a voz constrangida do dono do cachorro acrescenta: “Ou era o que eu pensava”.

A maior parte do filme se concentra na história do “pior cachorro do mundo”. Marley freqüentemente pega objetos da casa com a sua boca travessa – um sutiã, um colar, uma coxa de peru – e foge pela porta da frente, com seus donos o perseguindo. Come travesseiros. Come o assoalho. Come varais com roupas. Só não come comida de cachorro três vezes ao dia. Ele é expulso da escola de adestramento (Kathleen Turner interpreta uma instrutora engraçada, que tem o cabelo frizado e uma pochete). Ele aterroriza a babá enquanto os Grogans fazem uma viagem à Irlanda. Marley é, basicamente, um grande, peludo e mal comportado monte de energia.

No entanto, Marley também ajuda John quando este consegue um trabalho temporário como colunista de um jornal. Como um repórter aspirante, John fica, a princípio, desapontado com o “belo” emprego. Sebastian (Eric Dane), um repórter amigo seu, é enviado à Colúmbia para cobrir uma reportagem sobre tráfico de drogas, enquanto John escreve historias sobre o seu cachorrinho rebelde. Mas então, John percebe – com a ajuda de seu divertido e mal humorado editor Arnie (Alan Arkin) – que ele é, realmente, um ótimo colunista.

Por fim, os Grogans decidem ter filhos. Será que eles poderiam ter mais dificuldades do que tiveram com Marley? Enquanto John e Jenny vivem os primeiros anos com as crianças, logo percebem que realmente podem ter mais dificuldades. Ou talvez sejam dificuldades diferentes. Vemos esse casal engraçado e adorável ficando exausto, enquanto Jenny luta para se equilibrar entre o trabalho e a família, John fica cada vez mais insatisfeito com seu trabalho, e o casamento deles é colocado em segundo plano. E Marley consegue comer, babar e fazer cocô em meio a todo esse drama – aumentando e aliviando, alternadamente, a tensão.

Muitas pessoas vão se identificar com esta história familiar intensa e engraçada, do best seller Marley and Me, inspirada na vida do colunista John Grogan. (Os verdadeiros John e Jenny participam do filme numa das cenas da escola de adestramento.) O filme permanece fiel ao livro e tem o capricho habitual (bom desenvolvimento, personagens convincentes) e as desvantagens (um ritmo acelerado ao tentar contar páginas e páginas de histórias em duas horas) de transformar um livro em um filme para o cinema.

Mesmo que Owen Wilson não se pareça muito com um grande escritor, ele mostra profundidade e sutileza, o que raramente vemos nele nas telas. (Talvez ele tenha decidido deixar que o cachorro seja “o tolo da vez”). Jenifer Aniston é a habitual maravilhosa atriz principal, com momentos engraçados e românticos e outros de explosões neuróticas. Wilson e Aniston retratam personagens agradáveis e um casal adorável, com uma química boa e convincente. Se existe alguma crítica em relação ao desempenho deles, é que eles são bonitos e simpáticos demais. E não parecem ter os dez anos a mais mostrados no filme.

Mas, assim, a crítica “muito boa” pode ser aplicada ao filme inteiro. Há um tipo de “brilho moderno” de Normal Rockwell sobre a produção inteira, mesmo quando os Grogan estão gritando um com o outro ou Marley está “devolvendo” o colar de Jenny que ele havia comido. Um pouco mais de realismo (bem, talvez nem tanto, como no incidente com o colar) teria sido ótimo. Especialmente porque há alguns momentos de confusão mostrados no filme. Mas esta não é apenas a história de uma família e da criação de um cachorro louco. Também são retratados anseios, ressentimentos, perdas e lutas que elevam o filme acima de uma comédia típica.

E, deliciosamente, este é um filme abertamente pró-família. Sim, nós vemos John e Jenny como um casal que briga, mas que também parece crescer através dessas situações. Há alguns diálogos comoventes, especialmente quando Jenny luta com as escolhas de sua vida e suas conseqüências. Mas, através de tudo, vemos que este casal conscientemente escolhe um ao outro, escolhe sua família – incluindo o seu cachorro louco.

A narração final sobre o papel que um cachorro pode desempenhar em uma família e  em uma vida vai fazer todos os donos de animais domésticos da platéia chorar abertamente. Eu nunca tive um cachorro e chorei. Os produtores foram espertos ao lançar Marley e Eu no natal. É uma experiência de diversão cinematográfica da Currier e Ives para a família toda, que deixará você querendo abraçar os seus pais e avós – e louco para voltar pra casa e abraçar o seu próprio Marley, ou Rover, ou Rex, percebendo que mesmo o “pior cachorro do mundo” tem a sua maneira própria de aquecer o seu coração e enriquecer a sua vida.

Muitas imagens, uma Palavra

2009 Junho 8
por Leonardo F.

Nos últimos anos, a grande rede tem alterado a forma de a Igreja atuar nesse mundo multimidiático. Vários recursos oferecidos pela internet têm sido utilizados para que o “Ide” de Jesus seja cumprido, como as redes sociais e o marketing viral ou de guerrilha, já abordados neste espaço. Desta vez, vamos tratar de uma ferramenta mais prática e que tem sido utilizada em larga escala pela Igreja real na seara virtual: o vídeo na internet.
Com a redução do custo das conexões em alta velocidade, já é possível assistir e transmitir vídeos com muita qualidade. Pregações, apresentações e shows são alguns dos conteúdos (não muito criativos, é claro) que são criados pelos “produtores gospel”. Existem dois tipos de vídeos que podem ser assistidos ou enviados: os pré-gravados e os ao vivo. É claro que o equipamento de captura – a webcam ou celular – é importante, assim como a taxa de compressão e a resolução do vídeo. Mas para que o material seja realmente relevante, sempre se deve ter em mente a teoria das funções sociais da mídia, desenvolvida por Charles Wright, em 1974. Sua tese afirma que todo meio de massa deve desempenhar algumas funções sociais:
Vigilância – Fornecer informações para ajudar as pessoas em sua vigilância do meio ambiente (jornais, revistas, programas de TV e, no nosso caso, igrejas, comunidades, etc); 
Interpretação – Ajudar o processo de compreensão das informações recebidas, tranformando-as em conhecimento; 
Transmissão de valores/Socialização – Mesmo como entretenimento, deve-se sempre procurar conteúdos que ajudem a transmissão de valores para as próximas gerações, permitindo, assim, a boa convivência uns com os outros.
Quanto à qualidade na forma, algumas dicas: em primeiro lugar, deve-se utilizar bons equipamentos. Já existem câmeras e celulares com boa resolução. A QuickCam Pro 9000 da Logitec é um exemplo de ótima webcam. É preciso atenção especial também à inclusão de legendas, créditos e textos de introdução. Eles podem ser conseguidos facilmente através do Windows Movie Maker, programa gratuito que vem com o Windows XP.
Hoje já existem vários sites para hospedar seus vídeos: Youtube, YahooVídeo, GoogleVídeo e até o GodTube, voltado para o público cristão. Deles, o YouTube permite uma maior visibilidade. Além disso, sempre busque novas tecnologias e ferramentas. O Asterpix, por exemplo é uma ferramenta de publicação de vídeos que permite a inclusão de notas e links nas imagens. A tecnologia, batizada de hipervídeo, auxilia o usuário a obter mais informações sobre aquilo que está assistindo.
Uma forma de utilização de vídeo na internet que ainda não está muito disseminada é a transmissão ao vivo de vídeos. Basta uma câmera ligada ao computador e uma conexão rápida e pronto!, qualquer um pode começar a sua TV ao vivo pela internet. Até a transmissão de cultos e eventos através dessa tecnologia já é bem acessível. O ustream.tv é um site que permite a transmissão ao vivo, com interação através de chat. Diferente de programas como Skype e Messenger, no Ustream você cria uma sala de vídeo onde qualquer pessoa pode entrar, sentar no seu sofá e assistir à sua transmissão interativa.
No mais, vale o ditado: uma imagem realmente vale mais que mil palavras – ainda mais se o seu conteúdo estiver baseado na Palavra de Deus. 


Veja mais

www.asterpix.com
Aprenda a utilizar a tecnologia de hipervídeo.

www.ustream.tv
Crie suas próprias salas de vídeo-conferência.

Vídeo: Ler devia ser proibido

2009 Junho 5
por Leonardo F.

Ouvi outro dia que livro deveria estar na cesta básica do brasileiro. Realmente deveria ser considerado item de primeira necessidade, mas infelizmente, é “estrategicamente” melhor que o povo sempre continue alienado. Veja o video abaixo:

Afinal de contas, ler faz muito mal às pessoas: acorda os homens para realidades impossíveis, tornando-os incapazes de suportar o mundo insosso e ordinário em que vivem. A leitura induz à loucura, desloca o homem do humilde lugar que lhe fora destinado no corpo social. Não me deixam mentir os exemplos de Don Quixote e Madame Bovary. O primeiro, coitado, de tanto ler aventuras de cavalheiros que jamais existiram meteu-se pelo mundo afora, a crer-se capaz de reformar o mundo, quilha de ossos que mal sustinha a si e ao pobre Rocinante. Quanto à pobre Emma Bovary, tomou-se esposa inútil para fofocas e bordados, perdendo-se em delírios sobre bailes e amores cortesãos.

Ler realmente não faz bem. A criança que lê pode se tornar um adulto perigoso, inconformado com os problemas do mundo, induzido a crer que tudo pode ser de outra forma. Afinal de contas, a leitura desenvolve um poder incontrolável. Liberta o homem excessivamente. Sem a leitura, ele morreria feliz, ignorante dos grilhões que o encerram. Sem a leitura, ainda, estaria mais afeito à realidade quotidiana, se dedicaria ao trabalho com afinco, sem procurar enriquecê-la com cabriolas da imaginação.

Sem ler, o homem jamais saberia a extensão do prazer. Não experimentaria nunca o sumo Bem de Aristóteles: o conhecer. Mas para que conhecer se, na maior parte dos casos, o que necessita é apenas executar ordens? Se o que deve, enfim, é fazer o que dele esperam e nada mais?

Ler pode provocar o inesperado. Pode fazer com que o homem crie atalhos para caminhos que devem, necessariamente, ser longos. Ler pode gerar a invenção. Pode estimular a imaginação de forma a levar o ser humano além do que lhe é devido.

Além disso, os livros estimulam o sonho, a imaginação, a fantasia. Nos transportam a paraísos misteriosos, nos fazem enxergar unicórnios azuis e palácios de cristal. Nos fazem acreditar que a vida é mais do que um punhado de pó em movimento. Que há algo a descobrir. Há horizontes para além das montanhas, há estrelas por trás das nuvens. Estrelas jamais percebidas. É preciso desconfiar desse pendor para o absurdo que nos impede de aceitar nossas realidades cruas.

Não, não dêem mais livros às escolas. Pais, não leiam para os seus filhos, pode levá-los a desenvolver esse gosto pela aventura e pela descoberta que fez do homem um animal diferente. Antes estivesse ainda a passear de quatro patas, sem noção de progresso e civilização, mas tampouco sem conhecer guerras, destruição, violência. Professores, não contem histórias, pode estimular um curiosidade indesejável em seres que a vida destinou para a repetição e para o trabalho duro.

Ler pode ser um problema, pode gerar seres humanos conscientes demais dos seus direitos políticos em um mundo administrado, onde ser livre não passa de uma ficção sem nenhuma verossimilhança. Seria impossível controlar e organizar a sociedade se todos os seres humanos soubessem o que desejam. Se todos se pusessem a articular bem suas demandas, a fincar sua posição no mundo, a fazer dos discursos os instrumentos de conquista de sua liberdade.

O mundo já vai por um bom caminho. Cada vez mais as pessoas lêem por razões utilitárias: para compreender formulários, contratos, bulas de remédio, projetos, manuais etc. Observem as filas, um dos pequenos cancros da civilização contemporânea. Bastaria um livro para que todos se vissem magicamente transportados para outras dimensões, menos incômodas. E esse o tapete mágico, o pó de pirlimpimpim, a máquina do tempo. Para o homem que lê, não há fronteiras, não há cortes, prisões tampouco. O que é mais subversivo do que a leitura?

É preciso compreender que ler para se enriquecer culturalmente ou para se divertir deve ser um privilégio concedido apenas a alguns, jamais àqueles que desenvolvem trabalhos práticos ou manuais. Seja em filas, em metrôs, ou no silêncio da alcova… Ler deve ser coisa rara, não para qualquer um.

Afinal de contas, a leitura é um poder, e o poder é para poucos. Para obedecer não é preciso enxergar, o silêncio é a linguagem da submissão. Para executar ordens, a palavra é inútil.

Além disso, a leitura promove a comunicação de dores, alegrias, tantos outros sentimentos… A leitura é obscena. Expõe o íntimo, torna coletivo o individual e público, o secreto, o próprio. A leitura ameaça os indivíduos, porque os faz identificar sua história a outras histórias. Torna-os capazes de compreender e aceitar o mundo do Outro. Sim, a leitura devia ser proibida.

Ler pode tornar o homem perigosamente humano.

In: PRADO, J. & CONDINI, P. (Orgs.). A formação do leitor: pontos de vista. Rio de Janeiro: Argus, 1999. pp.71-3.

Afinal de contas, ler faz muito mal às pessoas: acorda os homens para realidades impossíveis, tornando-os incapazes de suportar o mundo insosso e ordinário em que vivem. A leitura induz à loucura, desloca o homem do humilde lugar que lhe fora destinado no corpo social. Não me deixam mentir os exemplos de Don Quixote e Madame Bovary. O primeiro, coitado, de tanto ler aventuras de cavalheiros que jamais existiram meteu-se pelo mundo afora, a crer-se capaz de reformar o mundo, quilha de ossos que mal sustinha a si e ao pobre Rocinante. Quanto à pobre Emma Bovary, tomou-se esposa inútil para fofocas e bordados, perdendo-se em delírios sobre bailes e amores cortesãos.
Ler realmente não faz bem. A criança que lê pode se tornar um adulto perigoso, inconformado com os problemas do mundo, induzido a crer que tudo pode ser de outra forma. Afinal de contas, a leitura desenvolve um poder incontrolável. Liberta o homem excessivamente. Sem a leitura, ele morreria feliz, ignorante dos grilhões que o encerram. Sem a leitura, ainda, estaria mais afeito à realidade quotidiana, se dedicaria ao trabalho com afinco, sem procurar enriquecê-la com cabriolas da imaginação.
Sem ler, o homem jamais saberia a extensão do prazer. Não experimentaria nunca o sumo Bem de Aristóteles: o conhecer. Mas para que conhecer se, na maior parte dos casos, o que necessita é apenas executar ordens? Se o que deve, enfim, é fazer o que dele esperam e nada mais?
Ler pode provocar o inesperado. Pode fazer com que o homem crie atalhos para caminhos que devem, necessariamente, ser longos. Ler pode gerar a invenção. Pode estimular a imaginação de forma a levar o ser humano além do que lhe é devido.
Além disso, os livros estimulam o sonho, a imaginação, a fantasia. Nos transportam a paraísos misteriosos, nos fazem enxergar unicórnios azuis e palácios de cristal. Nos fazem acreditar que a vida é mais do que um punhado de pó em movimento. Que há algo a descobrir. Há horizontes para além das montanhas, há estrelas por trás das nuvens. Estrelas jamais percebidas. É preciso desconfiar desse pendor para o absurdo que nos impede de aceitar nossas realidades cruas.
Não, não dêem mais livros às escolas. Pais, não leiam para os seus filhos, pode levá-los a desenvolver esse gosto pela aventura e pela descoberta que fez do homem um animal diferente. Antes estivesse ainda a passear de quatro patas, sem noção de progresso e civilização, mas tampouco sem conhecer guerras, destruição, violência. Professores, não contem histórias, pode estimular um curiosidade indesejável em seres que a vida destinou para a repetição e para o trabalho duro.
Ler pode ser um problema, pode gerar seres humanos conscientes demais dos seus direitos políticos em um mundo administrado, onde ser livre não passa de uma ficção sem nenhuma verossimilhança. Seria impossível controlar e organizar a sociedade se todos os seres humanos soubessem o que desejam. Se todos se pusessem a articular bem suas demandas, a fincar sua posição no mundo, a fazer dos discursos os instrumentos de conquista de sua liberdade.
O mundo já vai por um bom caminho. Cada vez mais as pessoas lêem por razões utilitárias: para compreender formulários, contratos, bulas de remédio, projetos, manuais etc. Observem as filas, um dos pequenos cancros da civilização contemporânea. Bastaria um livro para que todos se vissem magicamente transportados para outras dimensões, menos incômodas. E esse o tapete mágico, o pó de pirlimpimpim, a máquina do tempo. Para o homem que lê, não há fronteiras, não há cortes, prisões tampouco. O que é mais subversivo do que a leitura?
É preciso compreender que ler para se enriquecer culturalmente ou para se divertir deve ser um privilégio concedido apenas a alguns, jamais àqueles que desenvolvem trabalhos práticos ou manuais. Seja em filas, em metrôs, ou no silêncio da alcova… Ler deve ser coisa rara, não para qualquer um.
Afinal de contas, a leitura é um poder, e o poder é para poucos.
Para obedecer não é preciso enxergar, o silêncio é a linguagem da submissão. Para executar ordens, a palavra é inútil.
Além disso, a leitura promove a comunicação de dores, alegrias, tantos outros sentimentos… A leitura é obscena. Expõe o íntimo, torna coletivo o individual e público, o secreto, o próprio. A leitura ameaça os indivíduos, porque os faz identificar sua história a outras histórias. Torna-os capazes de compreender e aceitar o mundo do Outro. Sim, a leitura devia ser proibida.
Ler pode tornar o homem perigosamente humano.
In: PRADO, J. & CONDINI, P. (Orgs.). A formação do leitor: pontos de vista. Rio de Janeiro: Argus, 1999. pp.71-3.

Risoto de Tomate fresco com arroz raris (arroz de grãos)

2009 Junho 5
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por Leonardo F.
Risoto de Tomate com arroz raris (arroz de grãos)
Esse arroz é aquele que tem agora no mercado sabe, 7 raris..mas tem de varias marcas, escolha o que vc quiser. Ele demora um pouco para cozinhar mas ele é um coringa na geladeira, vc pode cozinhar um pouco a mais e depois fazer outras coisas com ele já que ele é mais que um arroz, é uma junção de vários grãos. Então, um dia que vc estiver em casa fazendo nada, abra o saquinho, coloque um litro de agua numa panela, um tablete de caldo knor(opcional)sal despeje o conteúdo do saquinho dentro, deixe cozinhando até a água secar, não precisa mexer, vc só precisa aolhar para a panela em dois momentos, quanto for colocar no fogo, e depois quando a água secar, secou?
1 xícara de arroz raris
1/2 cebola picada
2 tomates picados
1 alho poró picado
1 colher de sopa de azeite
Aqueça uma panela com um fio de azeite, acrescente a cebola e o alho poró, refogue até a cebola ficar translucida. acrescente o tomate e o arroz raris e despeje 1 xícara de água quente, e deixe secar. Se desejar, pode colocar um fio de azeite e se quiser que fique melhor, um pouco de queijo parmesão ralado, mexa até o queijo derreter po completo, não deixe secar, se necessário, durante esses minutos acrescente colheradas de água quente. Depois disso é só comer…
Rendimento: 2 porções – tempo de preparo: 20 minutos. Moleza de FazerEsse arroz é aquele que tem agora no mercado sabe, 7 raris..mas tem de varias marcas, escolha o que vc quiser. Ele demora um pouco para cozinhar mas ele é um coringa na geladeira, vc pode cozinhar um pouco a mais e depois fazer outras coisas com ele já que ele é mais que um arroz, é uma junção de vários grãos. Então, um dia que vc estiver em casa fazendo nada, abra o saquinho, coloque um litro de agua numa panela, um tablete de caldo knor(opcional)sal despeje o conteúdo do saquinho dentro, deixe cozinhando até a água secar, não precisa mexer, vc só precisa aolhar para a panela em dois momentos, quanto for colocar no fogo, e depois quando a água secar, secou?
Esse arroz é aquele que tem agora no mercado sabe, 7 raris..mas tem de varias marcas, escolha o que vc quiser. Ele demora um pouco para cozinhar mas ele é um coringa na geladeira, vc pode cozinhar um pouco a mais e depois fazer outras coisas com ele já que ele é mais que um arroz, é uma junção de vários grãos. Então, um dia que vc estiver em casa fazendo nada, abra o saquinho, coloque um litro de agua numa panela, um saquinho de caldo em pó de galinha com tomate,  deixe cozinhando até a água secar, não precisa mexer, vc só precisa olhar para a panela em dois momentos, quanto for colocar no fogo, e depois quando a água quase secar. Detalhe: não deixa secar muito!!! Isso é para ter uma aparência suculenta e cremosa. Se deixar secar demais vai ficar ruim, eu acho.

Ingredientes
1 xícara de arroz raris
1/2 cebola picada
2 tomates picados
1 alho poró picado
1 colher de sopa de azeite
Modo de Preparo:
Aqueça uma panela com um fio de azeite, acrescente a cebola e o alho poró, refogue até a cebola ficar translucida. acrescente o tomate e o arroz raris e despeje 1 xícara de água quente, e deixe secar. Se desejar, pode colocar um fio de azeite e se quiser que fique melhor, um pouco de queijo parmesão ralado, mexa até o queijo derreter po completo, não deixe secar, se necessário, durante esses minutos acrescente colheradas de água quente. Depois disso é só comer…
Rendimento: 2 porções – tempo de preparo: 20 minutos. Moleza de Fazer.

Coca-cola evangélica: aonde é que nós vamos parar

2009 Junho 4
por Leonardo F.

Estava eu bem navegando pelo site da revista: “Pequenas Empresas, Grandes Negócios e encontrei a pérola que segue:

O refrigerante evangélico que chegou pra ficar. A novidade à qual nos referimos é o Leão de Judá Cola, fabricado pela Alfa Gold, do empresário Moisés Magalhães, ligado à Igreja Universal do Reino de Deus. O refrigerante pode ser encontrado em três sabores: cola, guaraná e laranja. Na latinha, o conceito do produto: “Feliz a Nação cujo Deus é o Senhor”.

Trata-se de uma bebida destinada principalmente aos consumidores de produtos evangélicos. A embalagem da bebida, assim com toda a campanha de marketing e de vendas, é repleta de salmos, alguns deles “traduzidos” para o mundo dos negócios quando se trata, por exemplo, da convocação de parceiros comerciais para distribuir o produto pelo Brasil afora. O primeiro lote da “Coca-cola evangélica” terá 12 milhões de litros. O produto tem tudo para fazer sucesso. Ainda mais nesse período, em que a tão temida crise financeira mundial exigirá que as pessoas encontrem um refresco celestial que as ajude a engolir coisas amargas como alta de juros, redução de crédito e outros problemas típicos do mundo material.

A venda do refrigerante é realizada apenas  em quantidade mínima de mil pacotes, divididos entre os três sabores. Vale destacar o que a empresa considera sua primeira missão: “Refrigerar o consumidor no Brasil e no Mundo”. A empresa afirma já ter sete mil distribuidores no Brasil.

Fonte: http://www.papodeempreendedor.com.br/

Comentário: Eu gostaria de saber é aonde que nós vamos parar. Se as coisas continuarem no ritmo que estão, voltaremos ao tempo da segregação religiosa, aonde haverá lojas para evangélicos e não evangélicos.  Penso que se Jesus estivesse em nosso meio nos tempos de hoje,  chicote ia ser pouco para afastar os comerciantes da fé das igrejas.

Amor indefinido

2009 Junho 2
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por Leonardo F.

Ano passado gravei dois clipes musicais para o programa Plataforma. Num deles, interpretei a canção “Amor Incondicional”, de minha autoria. Antes da música, no entanto, a produção do programa colheu alguns depoimentos meus que, editados, servem como introdução para a canção propriamente dita. Fui indagado sobre uma definição do que é o amor. Respondi que não sabia defini-lo e que não era a pessoa mais apropriada para dar essa definição.

Meses depois, quando o programa entrou no ar, fiquei surpreso com a minha própria resposta. Queria ter respondido alguma coisa…

Acho que a gente é assim mesmo. Somos filhos da modernidade. Nascemos sob a influência esmagadora da racionalidade, do cientificismo, das respostas pra tudo, das dissecações cadavéricas que explicam o inexplicável, definem o indefinível e determinam o que não se pode determinar. Talvez daí o meu susto.

No fundo esperava poder dar uma resposta satisfatória, bela, embasada em boa teologia, filosofia ou qualquer outro artifício humano de argumentação. Confesso que fiquei desarmado. O amor literalmente nos desarma. E nos silencia.

Impossível não lembrar das célebres palavras de Francisco de Assis: “Prega o evangelho. Se for preciso, use palavras”. Palavras que ninguém sabe ao certo se ele realmente disse. O que importa? Sua vida de entrega radical ao que acreditava e amava disse!

Como o profeta Jeremias, chamado por Deus a uma vida de excelência (se você correu com homens e eles o cansaram, como poderá competir com cavalos?), não responde a indagação divina. Silencia. No entanto, sua vida inteira dedicada a anunciar e a prantear as mazelas de seu povo respondeu.

Há poucas coisas na vida que realmente posso afirmar que sei definir. Poucas mesmo.

Decidi que é melhor mergulhar de corpo e alma nesse rio misterioso de águas profundas que é a existência.

Nu (que é como eu vim a ela) e nadando com braçadas largas, radicalmente entregue à corrente, confiante de que ele há de desaguar num mar infindo do amor mais profundo que define aquele que é indefinível como o amor… amor que é maior que o nosso coração.

Jorge Camargo, servo de Deus, mestre em ciências da religião, é intérprete, compositor, músico, poeta e tradutor.

Rede Globo: em nome de Deus, contra a Universal

2009 Junho 2
por Leonardo F.
O que Deus tem a ver com isso? Resposta: Nada.

O que Deus tem a ver com isso? Resposta: Nada.

Os telespectadores já estão acostumados com o festival de clichês no melhor estilo “resgate da cidadania” ou “resgate da auto-estima”. Há tempos os chavões, frases prontas e palavras de efeito estão lá, nas inúmeras reportagens sobre o trabalho de ONGs camaradas ou quaisquer outras iniciativas bem-intencionadas, muito bonitas e bem organizadas, mas que na maioria das vezes não resistem à mais elementar manifestação da dura realidade na qual o povo vive, e para a qual não há boa vontade que dê jeito.

Portanto, quem viu a série de reportagens “Os Evangélicos”, exibida pela Rede Globo em horário nobre do dia 26 ao dia 29 de maio, surpreendeu-se mesmo foi quando ouviu, em tom apologético, notícias como “metodistas salvam almas no subterrâneo” ou “missionários traduzem a Bíblia para índios no Mato Grosso” (assim, como um press release saído diretamente da assessoria de imprensa de alguma versão protestante da Companhia de Jesus).

William Bonner e Fátima Bernardes tentaram justificar a decisão da Globo de reservar espaço no Jornal Nacional para a divulgação dos trabalhos sociais de algumas igrejas evangélicas alegando que as obras da Igreja Católica já são mais conhecidas junto ao público. Seria, digamos, mais cristão admitir que a série especial de reportagens exibida de terça a sexta-feira da semana passada se inscreve em um momento-chave da guerra pela primazia da audiência há tempos travada entre a emissora da família Marinho e a Rede Record, propriedade do bispo Edir Macedo, líder da Igreja Universal do Reino de Deus.

Os projetos e ações sociais da Universal obviamente ficaram de fora da série exibida no JN, ainda que estejam entre os maiores do Brasil. Não que sejam melhores ou piores do que os projetos e ações das igrejas escolhidas pela Globo para serem objeto de cobertura altamente favorável, nem tampouco que mereçam mais atenção. A bem da verdade, as oscilações recentes do Ibope — e o medo de oscilações futuras ainda maiores — dizem muito mais sobre a decisão de levar a série ao ar do que a excelência do padrão Globo de qualidade.

O interesse jornalístico por iniciativas que autodeclaradamente visam “contribuir para a redução do sofrimento da população através da pregação da Palavra de Deus” deveria ser balizado por princípios laicos e olhos críticos. Um jornalismo que faz jus ao nome não pode perder de vista a natureza profundamente alienante das promessas deste tipo, que tendem a desmerecer qualquer espécie de ação política transformadora em favor de um conformismo onde a realidade é um destino imutável, “a vontade de Deus”, para a qual o assistencialismo ora alardeado é o complemento óbvio. O conselho dado ao povo pobre é cantado em altíssimo e bom som nos templos de cada esquina: “segura na mão de Deus, e vai!”.

Fiéis, e fiéis telespectadores

No Jardim Botânico, entretanto, o rigor jornalístico parece ter ficado para depois dos comerciais. Costuma-se dizer que em guerra vale tudo; em guerra pela audiência, então, nem se fala. E no caso, o inimigo que chega pelos flancos é uma emissora que tem a seu favor o fato de que os programas evangélicos têm ganhado público na TV aberta, e cujo slogan atual é nada mais, nada menos do que um ameaçador “a caminho da liderança”.

A Record vem encostando e até ultrapassando a Globo no Ibope em horários outrora dominados com folga pela emissora carioca. E mais: na madrugada do último dia 13 de maio, pela primeira vez um programa religioso do canal da Igreja Universal deixou a uma atração “global” comendo poeira. Na ocasião, o “Fala que eu te escuto” chegou a registrar sete pontos de audiência, contra apenas quatro do “Programa do Jô”. O resultado foi comemorado como histórico na sede da Record, no distrito paulistano da Barra Funda.

Além de tudo isso, a Record vem investindo pesado em um novo programa de esportes para as manhãs de domingo,. A nova atração da grade, batizada de “Esporte Fantástico”, terá como âncora a jornalista Milena Ciribelli, que deixou a Globo após 18 anos de casa, e medirá forças no Ibope com o quase homônimo “Esporte Espetacular”, que até outro dia era apresentado pela própria Milena.

E a guerra não para: a série “Os Evangélicos” terminou de ser exibida exatas 48 horas antes da estreia na Record do reatily show “A Fazenda”, visto na Globo como uma das maiores ameaças dos últimos tempos à sua hegemonia. Tanto que no Jardim Botânico se armou uma verdadeira operação de contenção para a noite do último domingo, a fim de não deixar o Ibope fugir. O “Fantástico” foi recheado com as mais apelativas celebridades, e teve até o anúncio em rede nacional da data do casamento entre a jovem atriz “global” Sthefany Brito e o ainda mais jovem futebolista Alexandre Pato.

Vista à luz de todo este contexto, a estranha série do Jornal Nacional de quatro longas matérias rendendo loas ao trabalho social de igrejas protestantes históricas e pentecostais pode nem parecer tão estranha assim. Pelo contrário: foi até minuciosamente criteriosa, tendo em vista que a Igreja Universal se insere em uma outra estirpe de seitas, a neopentecostal. Logo na primeira reportagem um dos focos foi a Assembleia de Deus. Com 8,5 milhões de fiéis espalhados por todo o país, a seita que abriu o desfile dos evangélicos que a Globo gosta é também a maior concorrente não-católica dos templos de Edir Macedo, que reúnem cerca de 5,5 milhões de membros, e subindo.

Nesta guerra nada santa por fiéis, e por fiéis telespectadores, é o público quem paga seus pecados, ali mesmo, na frente da TV.

Fonte: Site Opinião

Ser Feliz ou Ter Razão?

2009 Junho 2
por Leonardo F.
SER FELIZ OU TER RAZÃO?

SER FELIZ OU TER RAZÃO?

Oito da noite, numa avenida movimentada.
O casal já está atrasado para jantar na casa de uns amigos.
O endereço é novo, bem como o caminho que ela consultou no mapa antes de sair.
Ele conduz o carro.
Ela orienta e pede para que vire, na próxima rua, à esquerda.
Ele tem certeza de que é à direita…
Discutem.
Percebendo que além de atrasados, poderão ficar mal-humorados, ela deixa que ele decida.
Ele vira à direita e percebe, então, que estava errado.
Embora com dificuldade, admite que insistiu no caminho errado, enquanto faz
o retorno.
Ela sorri e diz que não há nenhum problema se chegarem alguns minutos atrasados.
Ele questiona: – Se tinhas tanta certeza de que eu estava indo pelo caminho errado, por que não insistiu um pouco mais?
Ela diz: – Entre ter razão e ser feliz, prefiro ser feliz!!! Estávamos à beira de uma discussão, se eu insistisse mais, teríamos estragado a noite!

MORAL DA HISTÓRIA:

Esta pequena história foi contada por uma empresária, durante uma palestra sobre simplicidade no mundo do trabalho. Ela usou a cena para ilustrar quanta energia nós gastamos apenas para demonstrar que temos razão, independentemente, de tê-la ou não. Desde que ouvi esta história, tenho me perguntado com mais freqüência: ‘Quero ser feliz ou ter razão?’

Outro pensamento parecido, diz o seguinte:
‘Nunca se justifique. Os amigos não precisam e os inimigos não acreditam’.

EU QUERO SER FELIZ e você?

Temperos em vasos

2009 Junho 1
por Leonardo F.
Exemplo de Horta Suspensa

Exemplo de Horta Suspensa

Muitas vezes gostaríamos de poder plantar aquelas plantinhas que dão um ótimo tempero na cozinha, mas não temos terreno para isso. É um engano… os temperos são muito fáceis de cultivar em vasos ou jardineiras e crescem rapidamente, por exemplo: cebolinha – estragão – geranium – menta – salsa -tomilho – basilico – sálvia – coentro etc.

Estou falando daqueles vasinhos de temperos cheirosos que você pode ter em algum espaço de sua cozinha, ou da área de serviço, e na hora de decorar a salada .. é só ir lá e colher (isso é bem legal). Além de proporcionar aquele sabor todo especial aos seus pratos, ainda decora o ambiente…

Em vasinhos plásticos ou pequenas jardineiras, terra boa, e luminosidade você terá seus temperos favoritos … à mão.

  • Solo: O ideal é 1/3 de terra boa, 1/3 de areia e 1/3 de composto orgânico e de tempos em tempos preencher com humus de minhoca.
  • Luminosidade: Só se desenvolve bem quando plantada sob sol pleno.
  • Rega: Irá depender da espécie.
  • Plantio: Em geral distância ideal entre as mudas é de 20 cm. Se for em vaso pequeno não mais de 2 mudas p/ vaso.
  • Propagação : A maioria dos temperos são anuais. O melhor é escolher novas sementes.

Em próximos posts, darei mais dicas do que fazer e o que não fazer com a sua horta de apê.